Acredito em Karl Marx. À medida
que descobrimos as funcionalidades das coisas vamos nos descobrindo, assim, ao
mesmo passo vamos humanizando o mundo e nos alienando nele. Nossa geração,
nossa época vive uma intensa depressão filosófica – talvez um verdadeiro
despropósito da existência. Nossos salvadores, pensadores, intelectuais e revolucionários
fazemos uso de conceitos que tentam atingir um estado puro de virtude, atitude
que intenta criar maquinas de guerra contra o colapso de possibilidades reais
da realidade. O conceito-palavra “natureza” é a bola da vez.
O que é natural?
Certo que a intervenção humana
atinge diretamente os sistemas integrados do meio já equilibradamente
estabelecido, porem, o homem não é um ser natural? Nossa superelevação na
realidade cósmica não apenas deve como têm uma perspectiva, uma direção coesa
com a tentativa consciente de auto-preservação da vida. Evidente que não
estamos em um sentido bem claro dessa “lógica”, entretanto um vulcão também
pode parecer fugir da orbita puritana da preservação. Imbuídos da nossa
infinita mediocridade vamos realizando observações megalomaníacas sobre o
futuro, e, factualmente domos pouco espaço para a reflexão do uso e direção das
ferramentas que acreditamos serem como “bolas de cristal”. Que quer dizer
natural finalmente?